Continuando a lendária entrevista haha, a Rose transcreveu mais um pedação dela e me prometeu que vai terminar tudo até o fim do mês. Quero só ver ehm! (uhauhauha, tadinha, maior trabalho e a gente só enchendo o saco xD… brigadão Rô!).
Pois então, sem mais à dizer, segunda parte do meu momento robert! xD
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Whiplash! – Voltando do intervalo, você terminou falando sobre outras coisas, outros projetos que a Z’eS tem em mente para os próximos meses. Julgando pelas demos e letras “vazadas”, isso deve incluir as composições próprias, certo?
Will: Sem dúvida! É uma de nossas prioridades.
Whiplash! – E sabem quando serão lançadas?

Will. vocais
Will: Ainda não estão terminadas, e provavelmente só vão estar aos 45 do segundo tempo! (risos) Como houve praticamente um hiato não declarado na banda, nós tivemos meses o suficiente pra desenvolver idéias, sonoridades e conceitos diferentes. Criamos muitas músicas distintas. Então, é difícil dizer qual será nosso primeiro single, mas provavelmente “Ostara” e “STARS” sejam as primeiras composições à serem gravadas.
Whiplash! – Hum, já é um bom começo! Pode nos falar um pouco mais sobre elas?
Will: Vejamos (pensando)… Ostara é, literalmente, uma festa de algumas religiões pagãs que celebram o primeiro dia da primavera, na transição das estações, como um novo tempo, uma nova vida pra plantar e colher. É praticamente um resumo do que a Z’ephyruS é hoje, uma introdução, é bem visual kei. Tanto na maneira de soar quanto nas letras, tem bastante aquela coisa de “mudança” que buscamos, e abre um leque temático no qual iremos trabalhar. Já STARS é outro foco, uma balada, mas que talvez se torne um pouco mais progressiva. Tem um ideal que reflete mais nossas escolhas. No fundo, ambas canções passam duas mensagens, uma mais “na cara” e simples, outra mais subliminar e complexa. Acho que assim as tornamos interessantes pra qualquer tipo de pessoa.
Whiplash! – Bem interessante mesmo, Will! Aparentemente há uma profundidade muito grande nas coisas que vocês fazem, tudo tão cheio de significados e metáforas. É proposital?
Will: Olha, nem sempre eu diria que é proposital, mas é o jeito que eu gosto de me expressar, então acaba acontecendo, sabe? Eu acho que pra mim, pensar de uma maneira mais simples é mais difícil, e complicar é mais natural (risos). Além do mais, não consigo separar a música da letra, ou da imagem que queremos passar e tal… eu tento fazer com que soe como uma coisa só, e vejo importância em cada detalhe. Por isso acabamos criando todas essas idéias que parecem pomposas ou complexas. Claro, além do fato de que, mesmo com a banda parada, a parte conceitual continuou se desenvolvendo nesses anos. Talvez por isso ela pareça um pouco mais à frente e assuste quem olha e pensa “nossa, a banda é nova, mas já tá viajando na maionese!” (risos)… tivemos muito tempo pra pensar nisso tudo.

Naito. guitarras
Whiplash! – E você é o principal compositor da banda, certo?
Will: No momento, sim, a maioria das composições são minhas, mas a tendência é que se torne algo mais homogêneo. Pode ser que eu continue escrevendo as letras da maioria, pra encaixar melhor as palavras que canto e também porque os outros membros as aprovam, aparentemente! (risos) Mas nós batemos muito na tecla “criatividade”, então, é importante que todos palpitem. Nós nos damos essa liberdade criativa.
Ahhh, isso é ótimo! É a melhor tática pra sair do “feijão com arroz”!
Will: Poxa, e como! Não que feijão e arroz sejam ruins, mas uma batatinha, uma salada e um prato de macarronada de vez em quando vai bem, né? (gargalhadas)
Whiplash! – Vai sim! (risos) A propósito, já que você tocou no assunto, eu li a letra de STARS, assim como ouvi algumas partes da ~ Dreams ~. São belas canções, muito inspiradas! Notei que, além da idéia de mudança, você toca muito na palavra “sonhos”…
Will: Sim, é verdade! Tanto que ~ Dreams ~ deve ser nossa música mais longa, é um conceito que me atrai bastante.
Foi o que imaginei. Diria até que há um tom bem filosófico e místico no que você escreve. Faz sentido?
Will: É, faz um certo sentido. Quer dizer, nós definimos a banda como “mudança”, “equilíbrio” e “sentimento”, certo? Então, a mudança simboliza a vida como ela naturalmente já nasce e é, mutante. O equilíbrio não nasce conosco, é algo que se adquire com o tempo, é quase uma meta de vida, muito presente no budismo. Por último, eu traduzo sentimento como algo relativamente espiritual. Não só o amor ou ódio, mas também a “razão moral”, essa ânsia de buscarmos o certo e o errado e que parece inata e presente apenas no ser humano. Só nós sentimos isso. E é basicamente sobre essas coisas que eu escrevo.
Whiplash! – Sim, é notável essas questões envolvendo a vida, assim como o lado espirituoso. A banda é religiosa, acredita em Deus? Lembro até de algumas pessoas levantarem a hipótese da Z’ephyruS ser ligada à Rosa-Cruz (N.E: uma das sociedades secretas mais antigas e respeitadas do mundo). O que você diria sobre essa “espiritualidade”?

Sunz. teclados
Will: Ahãam, lembro dessa hipótese! (risos) Assim, eu realmente sou simpatizante da Rosa-Cruz, mas não sou membro, muito menos somos representantes dessa ordem. Tenho um respeito e grande admiração pelo trabalho deles e de outras sociedades, e talvez por isso haja alguma afinidade no que demonstramos. Quanto à religião, todos nós temos alguma crença e acreditamos em Deus de alguma forma. Particularmente, sou católico, mas me considero mais como um “cristão-budista”, se é que isso existe! (risos). Gosto desse assunto e acredito que, pra uma banda que busca equilíbrio, deixar a espiritualidade de lado seria burrice.
Eu concordo. Acho que esse é um argumento não apenas válido pra sua banda, Will, mas pra vida de qualquer um, não?
Claro! É como eu aprendi a ver: todo extremo é extremo demais pra estar correto. Se você é um fanático religioso, me desculpe, mas você é extremista. E se é ateu, é tão extremista quanto. Não dá pra ver e viver a vida por completo se você só ficar de um lado, se anular a ciência ou a fé. Tem que haver um equilíbrio e pode haver. Eu recomendo aos curiosos que leiam “A Linguagem de Deus”, escrito pelo cientista líder do projeto genoma, Francis Collins. Parte da inspiração e ponto de vista da banda é o mesmo do autor desse livro. Ele é fantástico! Assim como C.S. Lewis (N.E.: autor de Nárnia). São pessoas que aprenderam a usar a inteligência pra mesclar pontos de vista.
Última parte à caminho: As influências musicais da Z’eS, a cena brasileira de visual kei e o vindouro pontapé acústico! (PS: que por sinal já tá rolando ^^)
3 Fevereiro 2009 at 7:04 am
Oi Will! Cara não consegui comentar no teu outro blog!
Achei o texto muito legal… embora fiquei perdida se foi só um texto super bonito ou se foi um desabafo. Mas de qq forma muito bonito. rs.
Will, tava lendo meu blog, vc chegou a ver o texto o dom de ser desagradável? Eu acho que se vc não leu iria gostar.
http://tonsdepessego.blogspot.com/2008/12/o-dom-de-ser-desagradvel_09.html
Poxa obrigada por estar sempre no nosso blog e desculpe por ter apagado o seu comment, mas é que o post poderia trazer problemas ahuahuahauhuaha
bjs