Pequenas coisas, pequenos gestos…
Eu tenho parado pra notar o quanto eles fazem diferença na vida de alguém.
Por mais que o mundo cresça como uma bola gananciosa e capitalista, há coisas que nunca mudam. Uma delas é a doce e agradável sensação de saber que, entre centenas e milhares de pessoas, alguém gosta de você. Gostar da maneira mais ampla possível, desde a família e os amores, até a notável roda de amigos. Simplesmente “gostar”. E não é algo que dependa de dinheiro, geralmente é o que menos depende.
Dias atrás briguei com minha mãe, por um motivo bobo, besta, quase irrelevante. Fiquei atordoado com o nível de stress alto, por tão pouco. Sem tel ou PC, mandei um sms pra Paula, apenas com intuito de desabafo. Eu sabia que ela responderia logo e um “alô” do lado de lá era tudo que eu precisava pra me tranqüilizar. O que eu não esperava era uma seqüência de 3 sms GIGANTES (3 páginas em cada, totalizando 9!) apenas pra tentar me acalmar. Foi-se lá uns R$ 3,60 dela pela consideração – pouca coisa até, mas muito para a maioria dos “smszeiros”. Fiquei surpreso e feliz pela atenção dela.
Houve também o Leo, há poucas semanas, que me quebrou um senhor galho: fotografou um zilhão de estabelecimentos (bares, restaurantes, etc) com os quais a agência que trabalho tinha parceria, pra criação de um portfólio próprio dela. Rodamos a cidade, passamos calor à beça, ficamos com sede e fome. E o que ele ganhou com isso? Em cachê, nada. Deve ter até gasto uns tostões de gasolina a mais do que o previsto, mas enfim, não cobrou. Foi pela amizade, talvez pela conversa e risadas alheias. Era passível de ser pago? Sim, claro, deveria se tivéssemos condição (ou um chefe menos mercenário rs). Acabou sendo mais pela oportunidade à ele. Mas talvez dinheiro nenhum cubra a pré e pós-disposição de ter feito toda aquela tour que ele fez, naquela sexta, comigo.
Entre outros detalhes, não posso deixar de citar os trabalhinhos e lista de presença da faculdade, que o Will e a Paty faziam/fazem questão de colocar meu nome e me MANDAR ficar em casa, pra me poupar nos meus “dias de turbulência”. Também minhas queridas Agatha e Naya, que trabalhando por perto nos meus tempos de COT, gastavam 1/3 do almoço delas na travessia até o restaurante que eu almoçava, só pra fazerem companhia às minhas garfadas (e ainda o fazem, com menor freqüência no meu recente trabalho, quando estão de carro rs).
Outro ponto notável é o entusiasmo doido da Ludmila e as maluquices do Paulo, ambos sempre me fazendo rir, sempre comprando brigas (minhas) que não são suas, sempre à postos ao meu lado. Ou as madrugadas varadas na casa da Sô, Lena e do Gui, que quase nos “adotaram” aos finais de semana. E sim, o Vitor, meu parceiro de passeadas “ao Deus dará” que costumávamos fazer um pouco mais quando estávamos ‘a-qualquer-dia-a-qualquer-hora-sem-ter-o-que-fazer’, pra respirar pelo bairro e jogar conversa fora.
É por essas e outras que sempre serei detalhista. Pra reconhecer essa presença à quem merece e retribuir da mesma forma ou melhor, se possível. E notem: as pessoas que nos confortam nas menores coisas são sempre aquelas mais dispostas à nos querer bem e nos alegrar. Resumidamente, são os mais dignos de receberem – em recíproca – o verbo gostar e seus derivados. E mais pequenas coisas, pequenos gestos, entre outros. Então, Voilà!