Confuso. Já comecei a confusão pelo título do texto. Não sabia se o chamava de “Contradições” ou “Paradoxo”, as primeiras palavras a me vir em mente. Optei pela primeira porque me soa mais simples de entender e, ao mesmo tempo, mais aberta. Não que essas linhas sejam simples de entender ou queiram ser entendidas. E certamente, não é frisando essa frase anterior que eu vou facilitar a compreensão, certo? Muito pelo contrário.

No fundo, eu só quero escrever pra dialogar comigo, buscar razões no que anda acontecendo, no que está acontecendo. Eu sei o porquê entro em uma sala, cheia de pessoas queridas e entusiasmadas, e me bate um alívio, uma paz de espírito. Também sei o porquê tenho de estar em outra sala, com um clima bem diferente da anterior e com tudo de ponta cabeça – quase do avesso, eu diria. Sei o que acontece em ambos os lados da minha vida, e não pretendo fugir de nenhum. Mas, me dói eles soarem tão desiguais no momento.

Creio que as contradições surjam mais do interior do que do exterior. Numa hora o coração e as veias pulsam, sem medo. Na outra, o mundo desacelera, e eu acompanho o ritmo dele. Perco ritmo, na verdade, quando não poderia perder.  E pouco me importa se não sou a melhor pessoa do mundo. Eu tenho que ser e quero ser!  Não só por mim, mas pelas pessoas que eu amo. Cair, redimir, ou qualquer coisa do gênero não pode estar no meu dicionário. Não por falta de humildade. Só não é o momento de ser humilde, ao menos, não deveria ser.

Talvez aí, no meio das contradições, eu me perca. Não saiba pra quem gritar ou pra onde correr. Honestamente, não se trata de puro individualismo que possa (e deve) haver em minha personalidade. É apenas querer poupar aqueles que gosto de se envolverem em algo que, no máximo, possam me consolar e rezar. Não podem solucionar. Eu que devo fazer isso por mim, o tempo que há de fazer isso por mim. Tenho tal convicção, mesmo que a perca em alguns segundos de cada dia.

Será que estou errado? Talvez, até possa estar…