(É pra vocês, meus verdadeiros amigos. É pra vocês.)

Você acredita em destino? A idéia de que nossa vida está escrita nas estrelas, por algo ou alguém, e que isso nos leva a encontros datados? É, é um pensamento bem romanticista, viável se você for (extremamente) fervoroso. Se for cético, tal presunção vai passar longe, bem longe dos seus olhos. Céticos gostam do termo “coincidência”. Mesmo que às vezes haja coincidências demais…

Mas se eu disser que existe um meio termo? Um elo entre aquilo que teoricamente acontece porque tinha que acontecer, com aquilo que acontece porque aleatoriamente aconteceu? Não, não se trata de um milagre. A teoria tem nome: Sincronicidade. Embora a princípio pareça confuso, há uma diferença bem relevante de simples coincidências ou vidas destinadas. Não são só acontecimentos de relação causal. Possuem relações de significado. “Coincidências significativas”, para ser exato, segundo o suíço Carl Gustav Jung – psicanalista pai dos estudos.

E toda essa “visão absurda” me foi apresentada há 3 anos, pelo Rodrigo Hidalgo (guitarrista do Mindflow). Foi uma das últimas entrevistas que fiz como redator, antes de me afastar da cena de metal. E, de longe, foi uma das mais notáveis. Aquele assunto girou na minha cabeça. A premonição, o acidente de avião, a morte do piloto – primo dele – e o encontro com a tal vidente anos depois… tudo descrito no 1º álbum “Just the Two of Us… Me and Them”. Surreal. Há toda uma sincronia de fatos, realmente.

“Razão, emoção, sensação e intuição”. Esses são os quatro pilares mentais inatos do ser humano. Normalmente, existem em cada indivíduo de forma aleatória (vide pessoas mais racionais, mais emocionais, mais intuitivas.). Porém, pode haver um equilíbrio entre eles espontâneo, na maioria. É o ponto de sincronicidade. Você precisa ter uma dose de fé pra acreditar que isso é possível, mas, além dos estudos científicos e influências de energia – a base do universo – temos a nossa vida pra tirar a prova. Querem ver?

Nem vou muito longe pra não assustar ninguém, mas falando da minha rotina em relação a alguns de vocês, o que há de próximo já é o suficiente: Que tal você, que tentou falar comigo à kilômetros de distância enquanto escrevia inconscientemente meu nome no caderno, em sala de aula? Ou você, que precisaria de um hiatus em nossa amizade – que durou 3 anos – pra ver seu pai nos EUA, sem saber? Quem sabe o tal encontro sutil no meu aniversário, ao qual a mesa já estava reservada pra vocês, sem que imaginassem? E pra terminar, o nome próprio que me fez chegar até você, num emaranhado de endereços virtuais mundiais, que hoje já passam do número de cidades e ruas reais?

Enfim, eu não sabia exatamente como tocar neste assunto. Toquei. Devo dizer que, especialmente entre os quatro últimos ‘citados’ acima, há mais do que essas simples perguntas. Há outras “coincidências significativas”. E ainda nem falei de sonhos, mas a dica já está dada. Tenham paciência que verão, se quiserem.

Post dedicado à Dona Palmira. Muito obrigado por tudo.