Setembro 2008


“É preciso saber
Que tudo tem um tempo certo para acontecer
É preciso saber

Que o que passou ficou pra trás
É tempo de aprender
E saber que a vida é um longo vem e vai
Em todo lugar debaixo do céu
Há um tempo pra chegar e outro pra partir
Há um tempo pra chorar e outro pra sorrir
Há um tempo pra plantar e outro pra colher
Há um tempo pra nascer e outro pra morrer
Há um tempo pra cada coisa acontecer”
(Tempo – Rosa de Saron)

Sonhando…

Eu estava sonhando
Ou talvez tenha sido somente
Uma memória a muito esquecida

Um sonho…
Uma memória…

Coisas lembradas
Quando um está dormindo
Coisas esquecidas
Quando outro está acordado

Onde as camadas mais profundas
Da memória de um
Tornam-se as camadas mais externas
Dos sonhos do outro

Qual é a realidade?
Quais são as ilusões?
Um não pode dizer até que
O outro desperte

Ou talvez eles sejam,
Ambos, ao mesmo tempo
Verdade e ficção
Uma vasta nebulosa
Sem limites ou fronteiras
Um completo vazio equivalente
À minha própria existência

Eu sonhei esse sonho…

Um longo
E eterno,
Sonho…

Eu menti
Não estava sem tintas
Apenas temi que eu pudesse
Terminar o retrato
Eu queria continuar
Sonhando, pra sempre

Sonhos…

Era melhor ter deixado
Daquela forma…

(~ DREAMS ~ Act I: The Sleepwalker)

Confuso. Já comecei a confusão pelo título do texto. Não sabia se o chamava de “Contradições” ou “Paradoxo”, as primeiras palavras a me vir em mente. Optei pela primeira porque me soa mais simples de entender e, ao mesmo tempo, mais aberta. Não que essas linhas sejam simples de entender ou queiram ser entendidas. E certamente, não é frisando essa frase anterior que eu vou facilitar a compreensão, certo? Muito pelo contrário.

No fundo, eu só quero escrever pra dialogar comigo, buscar razões no que anda acontecendo, no que está acontecendo. Eu sei o porquê entro em uma sala, cheia de pessoas queridas e entusiasmadas, e me bate um alívio, uma paz de espírito. Também sei o porquê tenho de estar em outra sala, com um clima bem diferente da anterior e com tudo de ponta cabeça – quase do avesso, eu diria. Sei o que acontece em ambos os lados da minha vida, e não pretendo fugir de nenhum. Mas, me dói eles soarem tão desiguais no momento.

Creio que as contradições surjam mais do interior do que do exterior. Numa hora o coração e as veias pulsam, sem medo. Na outra, o mundo desacelera, e eu acompanho o ritmo dele. Perco ritmo, na verdade, quando não poderia perder.  E pouco me importa se não sou a melhor pessoa do mundo. Eu tenho que ser e quero ser!  Não só por mim, mas pelas pessoas que eu amo. Cair, redimir, ou qualquer coisa do gênero não pode estar no meu dicionário. Não por falta de humildade. Só não é o momento de ser humilde, ao menos, não deveria ser.

Talvez aí, no meio das contradições, eu me perca. Não saiba pra quem gritar ou pra onde correr. Honestamente, não se trata de puro individualismo que possa (e deve) haver em minha personalidade. É apenas querer poupar aqueles que gosto de se envolverem em algo que, no máximo, possam me consolar e rezar. Não podem solucionar. Eu que devo fazer isso por mim, o tempo que há de fazer isso por mim. Tenho tal convicção, mesmo que a perca em alguns segundos de cada dia.

Será que estou errado? Talvez, até possa estar…

(É pra vocês, meus verdadeiros amigos. É pra vocês.)

Você acredita em destino? A idéia de que nossa vida está escrita nas estrelas, por algo ou alguém, e que isso nos leva a encontros datados? É, é um pensamento bem romanticista, viável se você for (extremamente) fervoroso. Se for cético, tal presunção vai passar longe, bem longe dos seus olhos. Céticos gostam do termo “coincidência”. Mesmo que às vezes haja coincidências demais…

Mas se eu disser que existe um meio termo? Um elo entre aquilo que teoricamente acontece porque tinha que acontecer, com aquilo que acontece porque aleatoriamente aconteceu? Não, não se trata de um milagre. A teoria tem nome: Sincronicidade. Embora a princípio pareça confuso, há uma diferença bem relevante de simples coincidências ou vidas destinadas. Não são só acontecimentos de relação causal. Possuem relações de significado. “Coincidências significativas”, para ser exato, segundo o suíço Carl Gustav Jung – psicanalista pai dos estudos.

E toda essa “visão absurda” me foi apresentada há 3 anos, pelo Rodrigo Hidalgo (guitarrista do Mindflow). Foi uma das últimas entrevistas que fiz como redator, antes de me afastar da cena de metal. E, de longe, foi uma das mais notáveis. Aquele assunto girou na minha cabeça. A premonição, o acidente de avião, a morte do piloto – primo dele – e o encontro com a tal vidente anos depois… tudo descrito no 1º álbum “Just the Two of Us… Me and Them”. Surreal. Há toda uma sincronia de fatos, realmente.

“Razão, emoção, sensação e intuição”. Esses são os quatro pilares mentais inatos do ser humano. Normalmente, existem em cada indivíduo de forma aleatória (vide pessoas mais racionais, mais emocionais, mais intuitivas.). Porém, pode haver um equilíbrio entre eles espontâneo, na maioria. É o ponto de sincronicidade. Você precisa ter uma dose de fé pra acreditar que isso é possível, mas, além dos estudos científicos e influências de energia – a base do universo – temos a nossa vida pra tirar a prova. Querem ver?

Nem vou muito longe pra não assustar ninguém, mas falando da minha rotina em relação a alguns de vocês, o que há de próximo já é o suficiente: Que tal você, que tentou falar comigo à kilômetros de distância enquanto escrevia inconscientemente meu nome no caderno, em sala de aula? Ou você, que precisaria de um hiatus em nossa amizade – que durou 3 anos – pra ver seu pai nos EUA, sem saber? Quem sabe o tal encontro sutil no meu aniversário, ao qual a mesa já estava reservada pra vocês, sem que imaginassem? E pra terminar, o nome próprio que me fez chegar até você, num emaranhado de endereços virtuais mundiais, que hoje já passam do número de cidades e ruas reais?

Enfim, eu não sabia exatamente como tocar neste assunto. Toquei. Devo dizer que, especialmente entre os quatro últimos ‘citados’ acima, há mais do que essas simples perguntas. Há outras “coincidências significativas”. E ainda nem falei de sonhos, mas a dica já está dada. Tenham paciência que verão, se quiserem.

Post dedicado à Dona Palmira. Muito obrigado por tudo.

Vejo mil milhas através de você,
Dos desejos de amor, vestígios ao entardecer.
Você me ensinou a viver,
Sempre me ensinou a viver.

Vá em frente, tire essa dor do meu ser,
Eu prometo dar um fim logo – e morrer.
Você me ensinou a viver,
Continue ensinando a viver.

Fecho os olhos pra ver,
O que há em meu querer,
Pode até ser, que você encontre em mim…
… Você.

À mil milhas de você, sem pressa pra voltar,
Navegando o desconhecido, preso em alto mar.
Deixe-me sozinho então, eu posso continuar,
À buscar um novo vento em mim.

Mas, não vejo mais cores,
As cenas se movem,
Oceanos se escondem.

Há um imenso vazio no altar,
Que ergue um escudo, encara meu sol.
Mas não vou me esconder,
Eu olho sobre meu ser,
À mil milhas de você…

É, foi um domingo difícil. Todos tem os seus, não é? =l

Tava com vontade de escrever sobre várias coisas e vou deixar pra depois. Aí acabei caindo no blog da Ana (Tons de Pêssego – novo link aí do lado ^^) e gostei bastantão desse texto do Jabor. Então, vou encher lingüiça com ele, mas é uma bela linguiça haha! xD

Por via das dúvidas vou deixar sem itálico, pra lerem mais fácil porque é grandinho.
Mas recomendo MUITO que leiam.

É isso, tenham uma boa semana! =]
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“Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
‘Ah,terminei o namoro…’
‘Nossa,quanto tempo?’
‘Cinco anos…Mas não deu certo…acabou’
É não deu…’
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo,
como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ela é carinhosa, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é
uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…senão bate…mais
um Martini, por favor…e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa
REALMENTE gostar, ela volta…
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de
família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Obrigação, insegurança, dúvidas, por medo de como o outro ficará sem você ou medo da solidão. Pois ninguém pensará assim de você ou terá carinho e consideração quando quiser te atacar.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu
pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… quem disse que ser adulto é fácil?”

“Eu fico deitado acordado vendo seus ombros
Se movendo lentamente enquanto você respira
A cada respiração você envelhece
Mas isso não importa, desde que esteja comigo

Eu prometo acordá-la com um sorriso
Eu prometo abraçá-la quando chorar
Eu prometo amá-la até morrer
Até que eu morra

Os raios do amanhecer brincam nas suas pálpebras
Uma bela adormecida vestida de sol

Eu vou acordá-la com um sorriso
Eu vou abraçá-la quando chorar
Eu vou amá-la até morrer
Até que eu morra
Até que eu morra

Eu acredito nesse meu coração quando ele diz aos meus olhos
Que isso é beleza
Eu acredito nesse meu coração quando ele diz à minha mente
Que isso é razão
Eu acredito nesse meu coração quando ele grita ao tempo
Que isso é para sempre
Eu acredito nesse meu coração quando ele diz aos céus
Que esse é o rosto de Deus

Eu fico deitado acordado vendo seus ombros”
(This Heart of Mine – Pain of Salvation)

Passei o dia ouvindo coisas assim pra me distrair,
E essa música sempre me toca, a letra é tão inspirada, tão completa…
Simples e perfeita.

Diria que é minha meta =]

Pouco tempo atrás rolou essa entrevista com o Firen, pra Rádio Anhanguera Educacional (www.unianhanguera.edu.br), como parte do projeto de integração das faculdades. Agora, a Rose gentilmente transcreveu TUDO para uso do Whiplash! (www.whiplash.net) e me passou antecipadamente. Mil agradecimentos à eles e vou colocá-la por aqui pra arquivar – e pra quem tiver paciência rs! Foi bem legal, dá pra saber mais da banda ou sobre eu haha! Valeu pessoal, brigadão mesmol! =D
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“Z’ephyruS – O Rock Viajante (e Visual) do Vento Oeste”

Entrevista por Firen.
Transcrição por Rose Salles.

Em 2008, uma banda surgiu como surpresa entre aquelas influenciadas por jmusic, no Brasil. Com um logo chamativo, ideologia complexa e uma versão fiel de “Cage” – parte da homenagem nacional ao grupo fenômeno do rock alternativo mundial, Dir en Grey – a Z’ephyruS chamou atenção como uma das  pioneiras e principais promessas do visual rock paulista. Nessa primeira parte da entrevista com Will (vocalista e líder da banda) ficamos um pouco mais por dentro da história da Z’eS, as gravações do tributo e sua superação após problemas na voz. Acompanhe!

Whiplash! – E estamos começando mais um programa pra galera da Anhanguera- Rock Shock Wave! Novamente aqui quem fala é o Firen e dessa vez conto com a presença do Will, vocal da Z’ephyruS. Boa noite Will! Já temos várias perguntas! Podemos começar?

Will: Opa! Boa noite a você e aos ouvintes, é um prazer “hablar” com vocês! (risos) Podem mandar bala!

Whiplash! – Ok, então começando pelo começo, conta pra gente como surgiu o nome da banda?

Will: Tá. Zephyrus é o deus do vento oeste, na mitologia grega. Há diversos significados agregados ao nome e ao logo, mas a essência é toda em torno do “vento”. Nós achamos que dá pra traçar uma bela analogia sobre o vento em relação à vida, então, há um toque de filosofia misturado com o cotidiano em tudo que fazemos.

Whiplash! – E a banda em si, como começou?

Will: Bem, a idéia já tem um tempo, desde 2005, mas considero concreta desde 2008. Eu diria que nós fomos reformulando com o decorrer dos anos. Sabe, eu tive a minha fase “metaleiro”, era o que eu ouvia na adolescência, vocais agudos, guitarras frenéticas… meu irmão, que é o Sunz (tecladista) sempre acompanhou a mesma onda. E chegou uma hora que a gente saturou! (risos) Continuamos ouvindo metal, hard rock, mas abrimos espaço pro rock alternativo, gótico, pop… tudo! O rock japonês veio de tabela. Tinha aquelas vozes mais graves, a mistureba toda no som, tinha uma coisa nova. Foi um atalho. Essa novidade incentivou a banda a sair do papel.

Whiplash! – Na época você tocava guitarra, não é?

Will: Tocava, até o começo de 2007, bem nos primórdios mesmo. Nunca fui grande coisa, honestamente, acho que há muita gente mais virtuosa do que eu! Os caras que tocam costumam ser fissurados por solos, riffs… tenho uns guitarristas de cabeceira, mas sempre achei muito mais legal ver o Freddie Mercury cantando, por exemplo. Algo tipo “ei, vocês, cantem comigo!” e você vê aquele estádio erguendo os braços em coro! Mesmo um público pequeno, é sensacional! Acho que eu tinha esse gostinho enrustido em ser frontman. (risos)

Whiplash! – (Risos) É verdade, comandar a platéia deve ser bem empolgante! Tem também aquela história que o vocalista é sempre o mais assediado! (risos)

Will: Não sei, é? (Encabulado) Você tem que perguntar isso com os outros por perto. Mas acho que é mais impressão, normalmente é o vocal que mais fala com o público, que tem esse contato… deve ser esse o motivo (risos).

Whiplash! – Pode ser! (risos) A propósito, como foi gravar a Cage? Sei que era a primeira vez que gravava algo, além dos problemas na voz (NE: Will teve nódulos nas cordas vocais). Foi uma volta por cima?

Will: Cara, foi bem tenso! (risos) Comecei cantar sem noção nenhuma, como a maioria faz. Não me preocupava em aquecer, nem com o volume dos instrumentos no estúdio, com nada. Na época, eu também fiz um tratamento com remédios que secou o muco natural da garganta, sem que eu percebesse. Foi fatal. Só me toquei quando fiquei sem voz por uma semana e aleatoriamente procurei um otorrino. Ele detectou o problema e pediu pra que eu repousasse, fosse a uma fonoaudióloga, que ajudaria. Fiquei triste, claro, a banda finalmente estava engrenando. Íamos tocar num evento bacana – o U-Hero – em nossa cidade, e tivemos que cancelar. Me passou pela cabeça que nem a Cage sairia…

Whiplash! – E foram 6 meses de repouso? O tratamento deu certo?

Will: Sim, de setembro à março desse ano. Eu tentava até falar pouco, tamanho o trauma. (risos). Acabei não indo à fono pelo tempo que eu tinha, me cuidei sozinho. Às vezes me pegava cantarolando pela casa, o que de certa forma não podia, mas foi o que ajudou a achar o jeito certo de colocar a voz. Aprendi a empostá-la de uma maneira mais lírica e que forçava menos, a voz saia bem, mesmo rouco. Não é o que recomendo que façam, mas foi como consegui dominar o diafragma e, mesmo sem o tratamento recomendado, fiz exames e os nódulos sumiram. Pensei “bom, se tudo voltou ao normal mesmo cantando, e não piorei, acho que aprendi a cantar certo, certo?”. (risos) Duas semanas depois gravei a Cage.

Whiplash! – Um tempo muito curto pra quem tinha acabado de se recuperar!

Will: Curtíssimo! Foi bem em cima, na semana de entrega. Eu saí numa segunda, no horário de almoço do trabalho pra ir gravar, porque não tinha outra hora disponível! Não tínhamos ensaiado ou feito uma pré-demo, nada. Fiquei nervoso, com medo de errar, de desafinar… sabe, eu nunca tinha feito aquilo! (risos) E tanta gente tinha uma puta expectativa, o pessoal da minha cidade falava “meu, que demais, vocês são uma banda de Jundiaí e vão gravar um tributo brasileiro!”. Era nossa estréia, mas já rolava essa responsabilidade. Então, na ‘hora h’ foi tipo “seja o que Deus quiser!”. Só aliviei a tensão quando o Mark (produtor) falou no retorno “Will, chega aí ouvir, ficou show!”. Foi tudo em 2 takes. E ainda tinha a mixagem, masterização pra fazer… foi corrido mesmo, praticamente um milagre!

Whiplash! – Nossa, não sabia que tinha sido tão tumultuado, imaginei que só as gravações das guitarras tivessem sido um problema. Vocês tiveram muita persistência! Lembro que a versão 1.0 da Cage dividiu opiniões, mas a 2.0 praticamente foi unanimidade de elogios, não é? Vi resenhas aqui, lá fora. Teve comentários no exterior de pessoas imaginando que  vocês fossem realmente uma banda japonesa!

Will: É verdade! Se tem uma coisa que essa banda me deu noção total foi “superação”. Todos os problemas que qualquer banda pode ter, nós tivemos, acho que com exceção de roubos de empresários porque não temos um! (risos) Com certeza aprendi muito. E sim, as pessoas receberam muito bem a versão, especialmente os não-fãs de jrock. Isso me surpreendeu demais! Quase todos gostaram. Entre os fãs do Dir en Grey, a divisão foi maior, mas a maioria aprovou após a remixagem. Não tínhamos meta exata pra essa música, exceto demonstrar as habilidades de cada um e um estilo de som diferente. Era só isso. Deu certo e daqui pra frente vamos partir pra outras coisas.

Na próxima parte, veja mais sobre a ideologia da Z”ephyruS, o lado místico da banda e as aguardadas composições próprias.

“A Mente acima do Corpo”.

Quando pensamos nessa afirmação é como se mergulhássemos no mar do auto-conhecimento: Quanto mais nos aprofundamos, mais escuro ele se torna, e assim entendemos a razão da luz. Então, levante-se, tire os sapatos e deixe que a água do mar envolva seus pés:

1. A mente está dentro do cérebro, está localizada em cima do nosso corpo.

2. A mente é mais valiosa que o corpo. O lado material não tem tanto valor.

“Um mergulho mais profundo…

3. A mente e o corpo são uma coisa só. Por isso só existe a Mente.

4. A mente e o corpo não existem, os conceitos e julgamentos desapareceram. Os extremos se unem e deixam de ser.

… agora traga uma estrela do mar.”

Já que o dono foi dormir, mini-invasão pra ele dar risada amanhã hehe xD

há umas semanas atrás…

“Will: Nossa, olha a Madonna! *vendo foto na Veja*
Paulo: o que tem?
Will: tá fazendo 50 anos!
Paulo: só isso e podre desse jeito?
Will: *mostra a revista*
Paulo: AHHHH, achei que fosse o MARADONA…”

Acontece né uaHushuaHSushaa!

Beijo brow! ^^
Paul

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